Pesquisa, ensino, extensão e formação de professores em Ciências e Matemática

Algumas ideias parecem naturais apenas porque foram repetidas por tempo suficiente. Certos modos de conhecer ganham autoridade, enquanto outros permanecem à margem. Entre aquilo que se ensina, aquilo que se aprende e aquilo que se vive, nem sempre há fronteiras tão nítidas quanto supomos. Ensinar Ciências e Matemática implica lidar com essas fronteiras. Implica interrogar o que se ensina, como se ensina e em que condições o conhecimento adquire sentido. Implica, ainda, reconhecer que a prática docente não se separa das formas pelas quais se observa, interpreta e compreende o mundo. Pesquisa, ensino, extensão e formação docente participam desenvolvimento: observar, interrogar, experimentar, reelaborar. Cada dimensão amplia as possibilidades de compreender o conhecimento científico, sua circulação e sua presença nos diferentes contextos educativos. O ensino de Ciências e Matemática se constitui nesse campo de relações, em que conceitos, práticas e experiências não permanecem isolados. O que parece apenas conteúdo pode tornar-se questão; o que parece apenas método pode revelar uma escolha; o que parecia estabelecido pode exigir outro olhar. Afinal, se mudar o lugar de onde olhamos também modifica aquilo que conseguimos conhecer, o que permanece quando o olhar muda? Dr. Ronaldo Barros Ripardo Professor da Faculdade de Matemática (FAMAT) e do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática (PPGECM), da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) Marabá/Pa, 12 de agosto de 2026

Livro Gratuito

Cadastre-se para baixar o livro gratuitamente.

R$0,00

Algumas ideias parecem naturais apenas porque foram repetidas por tempo suficiente. Certos modos de conhecer ganham autoridade, enquanto outros permanecem à margem. Entre aquilo que se ensina, aquilo que se aprende e aquilo que se vive, nem sempre há fronteiras tão nítidas quanto supomos. Ensinar Ciências e Matemática implica lidar com essas fronteiras. Implica interrogar o que se ensina, como se ensina e em que condições o conhecimento adquire sentido. Implica, ainda, reconhecer que a prática docente não se separa das formas pelas quais se observa, interpreta e compreende o mundo. Pesquisa, ensino, extensão e formação docente participam desenvolvimento: observar, interrogar, experimentar, reelaborar. Cada dimensão amplia as possibilidades de compreender o conhecimento científico, sua circulação e sua presença nos diferentes contextos educativos. O ensino de Ciências e Matemática se constitui nesse campo de relações, em que conceitos, práticas e experiências não permanecem isolados. O que parece apenas conteúdo pode tornar-se questão; o que parece apenas método pode revelar uma escolha; o que parecia estabelecido pode exigir outro olhar. Afinal, se mudar o lugar de onde olhamos também modifica aquilo que conseguimos conhecer, o que permanece quando o olhar muda? Dr. Ronaldo Barros Ripardo Professor da Faculdade de Matemática (FAMAT) e do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática (PPGECM), da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) Marabá/Pa, 12 de agosto de 2026

Informações