Espaço, Cultura e Corpos

Dsde março de 2020, quando as universidades suspenderam as atividades pre senciais em decorrência do rápido contágio do novo coronavírus, que pro fessores, pesquisadores e estudantes tem desenvolvido suas atividades de ensino, pesquisa e extensão em home office. O retorno do calendário acadêmico na moda lidade remota representou grande desafio tanto para os profissionais da educação, como para os estudantes que não estavam habituados ao formato EaD (Ensino à Distância). Novas tecnologias e metodologias precisaram ser utilizadas e profes sores se viram sob a necessidade de adaptarem-se a uma nova rotina de trabalho. Não obstante, estudantes tiveram que adequar-se as novas formas de estudos: atividades online, metodologias ativas de aprendizagem em plataformas e apli cativos de celulares e computadores, vídeo chamadas, e aos estudos dirigidos e individuais. Realizar as atividades de pesquisa, ensino e extensão à distância é de fato um desafio notável. Além das dificuldades próprias de exercer um trabalho inte lectual, que exige concentração e dedicação total, em ambiente remoto, existe, ainda, as subjetividades envoltas em desenvolver tais atividades na efervescência do ambiente doméstico. Contar com professores e pesquisadores de diferentes universidades para, no meio do turbulento processo de adaptação à sobrecarga do trabalho remoto, contribuírem com artigos contendo resultados de suas pesquisas foi desafiador. Mas, ao receber, com otimismo, o aceite dessa proposta pelos colegas nos mostra como a ciência e a universidade estão vivas, resistem e produzem conhecimento, mesmo diante de tantas adversidades e imposição do obscurantismo científico. Esta obra é uma coletânea que contempla a diversidade de pesquisas reali zadas no âmbito da Geografia Cultural, que por vezes é acusada de pouca rele vância no contexto político, econômico e social pelas demais áreas de estudos da Geografia, mas que aqui mostra-se combativa e necessária nos tempos de crise e de opressão. E é sobre isso que abrimos a coletânea. A contribuição ilustre da Professora Doutora Maria Augusta Mundim Vargas, que cedeu, gentilmente, o texto Desafios da Geografia entre Resiliências e Reexistências que funda mentou sua conferência no ciclo de debates “Pautas da Geografia no Brasil em Crise” na mesa “Resiliências culturais e desafios em tempos de crise”. O evento aconteceu em 2020 e foi transmitido pelo canal do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Sergipe no YouTube. Maria Augusta Mundim ilustra em seu texto o poder de resiliência da ciência geográfica neste momento de negacionismo científico. A autora nos propõe refletir sobre como a Geografia Cutural está se expondo e resistindo aos tempos de crise e de opressão, e nos traz uma grande oportunidade para reflexões para além da ciência geo gráfica, mas em pensarmos de forma holística sobre o negacionismo científico em tempos de pandemia no Brasil. Maria Augusta Mundim Vargas mostra-nos a pluralidade da Geografia, sua resiliência, força e persistência diante da crise social, política e também causada pela pandemia. O texto inaugura a coletânea de artigos que reforçam as afirmações sobre uma ciência geográfica que resiste, a par tir do vasto entendimento teórico metodológico conquistado pela densidade das pesquisas e reflexões que preocupam-se com a leitura do mundo e da sociedade. Segundo nossa ilustre convidada “a cultura é capaz de recobrar energias adaptar-se aos ambientes adversos, assim como é a Geografia”. Portanto, os artigos que com põem esta obra são resultados de pesquisa, análises e reflexões sobre a Geografia, mas também da cultura e suas manifestações em nossa sociedade que se encontra sob crise e opressão.

Livro Gratuito

Cadastre-se para baixar o livro gratuitamente.

R$0,00

Dsde março de 2020, quando as universidades suspenderam as atividades pre senciais em decorrência do rápido contágio do novo coronavírus, que pro fessores, pesquisadores e estudantes tem desenvolvido suas atividades de ensino, pesquisa e extensão em home office. O retorno do calendário acadêmico na moda lidade remota representou grande desafio tanto para os profissionais da educação, como para os estudantes que não estavam habituados ao formato EaD (Ensino à Distância). Novas tecnologias e metodologias precisaram ser utilizadas e profes sores se viram sob a necessidade de adaptarem-se a uma nova rotina de trabalho. Não obstante, estudantes tiveram que adequar-se as novas formas de estudos: atividades online, metodologias ativas de aprendizagem em plataformas e apli cativos de celulares e computadores, vídeo chamadas, e aos estudos dirigidos e individuais. Realizar as atividades de pesquisa, ensino e extensão à distância é de fato um desafio notável. Além das dificuldades próprias de exercer um trabalho inte lectual, que exige concentração e dedicação total, em ambiente remoto, existe, ainda, as subjetividades envoltas em desenvolver tais atividades na efervescência do ambiente doméstico. Contar com professores e pesquisadores de diferentes universidades para, no meio do turbulento processo de adaptação à sobrecarga do trabalho remoto, contribuírem com artigos contendo resultados de suas pesquisas foi desafiador. Mas, ao receber, com otimismo, o aceite dessa proposta pelos colegas nos mostra como a ciência e a universidade estão vivas, resistem e produzem conhecimento, mesmo diante de tantas adversidades e imposição do obscurantismo científico. Esta obra é uma coletânea que contempla a diversidade de pesquisas reali zadas no âmbito da Geografia Cultural, que por vezes é acusada de pouca rele vância no contexto político, econômico e social pelas demais áreas de estudos da Geografia, mas que aqui mostra-se combativa e necessária nos tempos de crise e de opressão. E é sobre isso que abrimos a coletânea. A contribuição ilustre da Professora Doutora Maria Augusta Mundim Vargas, que cedeu, gentilmente, o texto Desafios da Geografia entre Resiliências e Reexistências que funda mentou sua conferência no ciclo de debates “Pautas da Geografia no Brasil em Crise” na mesa “Resiliências culturais e desafios em tempos de crise”. O evento aconteceu em 2020 e foi transmitido pelo canal do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Sergipe no YouTube. Maria Augusta Mundim ilustra em seu texto o poder de resiliência da ciência geográfica neste momento de negacionismo científico. A autora nos propõe refletir sobre como a Geografia Cutural está se expondo e resistindo aos tempos de crise e de opressão, e nos traz uma grande oportunidade para reflexões para além da ciência geo gráfica, mas em pensarmos de forma holística sobre o negacionismo científico em tempos de pandemia no Brasil. Maria Augusta Mundim Vargas mostra-nos a pluralidade da Geografia, sua resiliência, força e persistência diante da crise social, política e também causada pela pandemia. O texto inaugura a coletânea de artigos que reforçam as afirmações sobre uma ciência geográfica que resiste, a par tir do vasto entendimento teórico metodológico conquistado pela densidade das pesquisas e reflexões que preocupam-se com a leitura do mundo e da sociedade. Segundo nossa ilustre convidada “a cultura é capaz de recobrar energias adaptar-se aos ambientes adversos, assim como é a Geografia”. Portanto, os artigos que com põem esta obra são resultados de pesquisa, análises e reflexões sobre a Geografia, mas também da cultura e suas manifestações em nossa sociedade que se encontra sob crise e opressão.

Informações